Cabos especiais

As smart cities vão revolucionar seu negócio, prepare-se!

smart cities

Centros urbanos planejados, que usam recursos tecnológicos em sua gestão, com a integração de serviços essenciais de forma sustentável, são capazes de proporcionar maior qualidade de vida aos habitantes. O resultado disso é o melhor desenvolvimento econômico e social. Esse é o conceito das smart cities, ou cidades inteligentes.

Nelas, o objetivo é a garantia do bem-estar e da segurança urbana, utilizando recursos sustentáveis, energia limpa e conectividade dos serviços, de forma a preservar o patrimônio ambiental e cultura.

No entanto, com o grande crescimento das cidades, é possível conciliar as demandas energéticas e, ao mesmo tempo, garantir a preservação de recursos e a qualidade de vida dos cidadãos? Confira o nosso post para descobrir!

Entenda melhor o que é uma smart city

Uma cidade inteligente é planejada, oferecendo aos seus moradores uma série de benefícios que resultam em maior qualidade de vida e no consumo racional de recursos. Alguns exemplos de soluções existentes nas smart cities são:

  • sensores que detectam congestionamentos, eventuais acidentes ou outras condições do trânsito e reprogramam automaticamente os semáforos, melhorando as condições de mobilidade;
  • projetos de infraestrutura que contam com o uso de equipamentos de rádio, telefonia e câmeras de monitoramento, capazes de contribuir com a melhoria da mobilidade, além de promoverem maior segurança em função da boa gestão do tráfego. Em túneis, por exemplo, câmeras e sensores monitoram a temperatura, a iluminação, indícios de incêndio, entre outros;
  • circuitos de câmeras integrados a plataformas de segurança e de gestão de crise também reduzem os riscos para a população, especialmente em locais considerados mais críticos;
  • automação, que ajuda no controle de acesso predial, em residências e empreendimentos comerciais;
  • iluminação pública inteligente, monitorada por sensores e com o uso de fontes de energia renováveis, como painéis fotovoltaicos, que captam a luz solar, melhorando a eficiência energética;
  • sistemas eficientes de gestão de resíduos, eliminando a necessidade de coleta ou reduzindo-a. As alternativas para isso são a captação pneumática, a redução da geração de resíduos e a reciclagem de materiais;
  • redes hidráulicas controladas por sensores e sistemas de captação e reuso de água;
  • sistemas de compartilhamento de veículos (car sharing), com estacionamentos inteligentes e recarga elétrica.

Conheça alguns locais onde o conceito é aplicado

Cada smart city tem suas especificidades, mas o uso de tecnologia e da conectividade estão sempre presentes. Confira alguns exemplos de locais que já aplicam o conceito na gestão urbana!

Londres, no Reino Unido

A cidade é considerada uma das mais inteligentes do mundo, em função de alguns índices apontados no estudo IESE Cities In Motion (2019).

Londres ocupa o primeiro lugar em capital humano (que destaca melhores condições de vida, com acesso a serviços como saúde e educação) e está entre os principais centros urbanos nos quesitos planejamento, governança, tecnologia e mobilidade.

Nova York, nos Estados Unidos

Em parceria com uma empresa de tecnologia e cabeamento, a cidade converteu o sistema telefônico público em uma plataforma de acesso à internet para toda a população. Além do acesso à rede, o serviço ainda emite alertas de segurança.

Nas escolas, foram instalados sensores de presença, o que reduz o consumo de energia elétrica, e, no trânsito, sensores e câmeras são integrados aos semáforos, melhorando a mobilidade e contribuindo para o aumento da segurança.

São Francisco, nos Estados Unidos

Conhecida como uma das cidades mais verdes dos Estados Unidos, São Francisco promove o uso de energia renovável (nas construções e na iluminação pública), com o objetivo de reduzir a sua pegada de carbono.

Além disso, existem programas de reciclagem para reduzir a geração de resíduos e várias iniciativas de apoio ao desenvolvimento da eletromobilidade.

Amsterdã, na Holanda

A cidade é uma das pioneiras, na Europa, a investir em tecnologia e sustentabilidade. Além de estimular a mobilidade inteligente e o uso de bicicletas como meio de transporte, Amsterdã disponibiliza aos habitantes aplicativos com informações como a proximidade de escolas (para condução segura), alertas de tráfego e disponibilidade de estacionamentos, entre outros.

Boa parte das casas e edifícios tem medidores de energia elétrica inteligentes, prioriza o uso de lâmpadas led, mais econômicas, e é adaptada para melhor aproveitamento da insolação natural.

Tóquio, no Japão

A cidade conta com várias inovações, como medidas para controle de consumo de energia em casas e edifícios. Além disso, há um bairro sustentável em Tóquio que utiliza somente energia renovável em todas as residências, além de automação para uso inteligente de aparelhos eletrônicos e eletrodomésticos.

Singapura

Em Singapura, a tecnologia é um dos pontos de maior destaque. Uma rede de fibra ótica integra todo o território e os hospitais são robotizados. Existem táxis autônomos, jardins verticais que ajudam a regular a temperatura e coleta da água da chuva, que é reutilizada de várias maneiras.

Saiba como se preparar para a chegada das smart cities

No Brasil, essas tecnologias ainda são incipientes e restritas a poucos locais. Um exemplo de uso delas são as rodovias paulistas, da concessionária CCR AutoBan, que contam com câmeras de circuito interno de TV para monitoramento do tráfego e estações meteorológicas em diversos pontos, além de sensores que permitem acompanhar em tempo real tudo o que ocorre nas estradas.

Todos os dados chegam à central de monitoramento por meio de uma rede de fibra óptica, instalada ao longo das vias. Além disso, existem pontos de recarga elétrica automotiva em alguns postos de combustíveis ao longo da via, nos sentidos de ida e volta do trecho Campinas-São Paulo.

Em centros urbanos, o melhor exemplo nacional é a cidade de Curitiba, capital do Paraná, que recicla grande parte dos resíduos gerados pelos habitantes e conta com sistemas de mobilidade urbana bastante eficientes.

Como é possível perceber, o conceito das cidades inteligentes envolve o planejamento da infraestrutura e de todas as ações urbanas, que são integradas por meio de tecnologias que permitem a conectividade. O resultado disso é que todos os controles se tornam mais eficientes, gerando maior qualidade de vida a todos os habitantes.

As smart cities são uma tendência mundial. Cada vez mais, as pessoas buscarão sistemas integrados para promover maior eficiência energética, com redução de custos e segurança. Algumas tecnologias, aliás, já estão sendo implementadas em diversas construções, como reconhecimento facial, automação, uso de energia solar, captação e reuso de água, gestão de redes elétricas e de captação de esgotos, entre outros.

Tudo isso, sem dúvida, representa uma grande oportunidade para empresas focadas em tecnologia e modernização. Para ficar por dentro de todas as inovações do mercado, curta nossa página no Facebook!

Comentários