Service

Proteção elétrica: conheça 4 produtos essenciais

proteção elétrica

Um dos aspectos mais importantes a serem observados em instalações residenciais ou empresariais é a proteção elétrica. Esse cuidado pode evitar acidentes e reduzir os custos resultantes de perdas de energia e de demandas por manutenções constantes.

Além disso, constituem exigências da norma reguladora ABNT NBR 5410. Para esse fim, além dos equipamentos de segurança pessoal, existem diversos dispositivos que podem ser utilizados, cada um com sua especificidade e forma de atuação própria de garantir a segurança necessária.

Continue a leitura e conheça 4 produtos essenciais para proteção elétrica!

1. Disjuntor termomagnético

Um circuito, se for submetido a uma carga mais elevada que sua capacidade durante um tempo excessivo, pode aquecer os condutores e o próprio sistema. Por sua vez, a ocorrência de um curto-circuito também é capaz de provocar aquecimentos de modo muito rápido e mesmo incêndios.

Para evitar os efeitos desse superaquecimento (queima do equipamento, incêndio), existe o conhecido disjuntor termomagnético, o dispositivo de proteção elétrica mais comumente utilizado. Quando sua utilização se popularizou, substituiu com vantagens os antigos fusíveis, instalados na “chave elétrica” da residência ou do estabelecimento.

A finalidade do disjuntor termomagnético é interromper o fluxo da corrente, sempre que se apresentarem picos muito altos ou aquecimento indevido. Sendo assim, trata-se de um dispositivo eletromecânico como um interruptor automático, com o objetivo de proteger a instalação elétrica de variações significativas.

Diz-se que o disjuntor desarma quando age interrompendo a passagem da corrente. Dessa forma, o dispositivo pode ser novamente armado (religado) manualmente, uma vez que seja corrigida a irregularidade que provocou o aquecimento ou o curto.

É o que ocorre, por exemplo, com chuveiros elétricos ligados em um mesmo circuito. O excesso de carga exigido pelo uso concomitante dos dois aparelhos pode levar ao desarme do disjuntor para que não ocorra um incêndio. Claro que, nesse caso, a melhor solução seria utilizar circuitos separados, cada um com seu próprio disjuntor.

2. Contator

O dispositivo conhecido como contator é utilizado para o acionamento seguro de cargas que exigem grandes correntes elétricas, como, por exemplo, os motores trifásicos. Nesses casos, os equipamentos que serão acionados necessitam de três linhas de fase para o seu funcionamento.

Assim, os contatores atuam como interruptores de segurança para equipamentos de grandes potências. Por sua vez, constituem instrumentos de manobra, isto é, comandos utilizados costumeiramente em instalações prediais e industriais para acionamento ou desligamento de equipamentos.

Um contator é constituído essencialmente por 4 tipos de componentes:

  • bobina: enrolamento de fio de cobre, para criar o campo magnético em torno do núcleo;
  • núcleo: conjunto de lâminas de material ferromagnético, para sustentação da bobina e geração do campo magnético;
  • contatos: lâminas metálicas que atuam como chaves de ligação quando a bobina está energizada;
  • molas: responsáveis por colocar os contatos em posição de repouso quando as bobinas estão desenergizadas.

A base do funcionamento de um contator é o efeito eletromagnético. Desse modo, a corrente ao percorrer a bobina cria um campo magnético que movimenta o núcleo conectando os contatos.

Para esse fim, existe um conjunto de três eletroímãs, cada um alimentado por uma linha de fase. Eles, por sua vez, permitem 3 combinações para adequação ao equipamento a ser controlado: normalmente aberto, normalmente fechado e comutador (aberto ou fechado).

3. Interruptor diferencial residual

O corpo humano pode ser prejudicado se submetido a correntes de intensidades superiores a 30 mA (30 miliamperes). Dessa forma, esse é um valor padronizado quando se considera a proteção de pessoas em circuitos elétricos.

Nesse sentido, o interruptor diferencial residual (IDR) é um dispositivo projetado para garantir essa proteção. Sua utilização se justifica, uma vez que o disjuntor termomagnético não reconhece correntes muito pequenas como o IDR é capaz de fazer.

Desse modo, quando ocorre uma fuga de corrente que ultrapasse o valor de 30 mA, o IDR identifica a condição de risco e desliga o circuito automaticamente. O reconhecimento no interior do dispositivo ocorre pela comparação da corrente que passa pela fase e volta pelo neutro.

O objetivo da utilização do IDR, portanto, é a proteção contra a ocorrência de choques, interrompendo o circuito onde está instalado. Essa interrupção pode se dar no exato momento do choque: a corrente escapa para a pessoa, o IDR reconhece esse desvio e desliga o sistema.

Existem dispositivos IDR com outros valores diferentes de 30 mA utilizados para a proteção específica de determinados equipamentos. De todo modo, o dispositivo é regulado pela norma ABNT NBR 5410 e sua utilização é obrigatória em áreas molháveis (banheiros, áreas de serviços) e em circuitos de áreas externas.

4. Dispositivo protetor contra surtos

Um surto elétrico é constituído por uma onda transitória de tensão, corrente ou potência. Sua principal característica é a elevada variação de intensidade em um intervalo de tempo mínimo.

Por sua vez, ele é capaz de se propagar ao longo de sistemas e provocar danos significativos em aparelhos e equipamentos. Nesse sentido, um exemplo típico são os surtos elétricos provocados por raios durante tempestades.

Outra causa comum de geração de surtos são as iniciativas de ligar ou desligar grandes motores elétricos. Assim, tanto elevadores como máquinas de lavar podem gerar esse efeito, em maiores ou menores intensidades, tanto ao serem ligados como desligados.

Um dispositivo de proteção contra surtos (DPS) é um equipamento para detectar as sobretensões transitórias e promover seu encaminhamento para o sistema de aterramento, antes que alcancem, por exemplo, aparelhos eletroeletrônicos. Sua aplicação é quase universal e reduz sensivelmente a demanda por manutenção.

Nesse sentido, qualquer ambiente com aparelhos conectados à rede elétrica, linhas telefônicas ou cabos de TV e de internet, entre outros, está passível a problemas desse tipo. Os danos resultantes podem ir desde à redução da vida útil do aparelho até sua perda total.

Com esses 4 dispositivos de proteção elétrica, circuitos, motores e equipamentos ficam menos suscetíveis às cargas anômalas e indesejadas. Dessa maneira, tanto as operações de acionamento e desligamento como as condições atmosféricas trarão menos riscos para os aparelhos e para as pessoas.

Gostou do post? Se você tem experiência com esses dispositivos de segurança deixe o seu comentário. Com certeza será de utilidade para outros interessados como você.

Comentários