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Como descartar os EPIs usados?

O descarte de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) deve ser realizado corretamente de acordo com a ABNT NBR 10.004/2004 e a Lei Estadual 12.305/2010, que institui Política Nacional de Resíduos Sólidos, dispondo sobre seus princípios, objetivos e instrumentos etc.

Caso exista uma situação diferenciada, que interfira na forma de descarte, devem ser seguidas as orientações dos órgãos competentes como o Ministério da Saúde. Um exemplo é a pandemia, causada pelo Coronavírus, que exige que toda a população utilize Máscaras e Respiradores para Proteção Respiratória. Esses equipamentos devem ser descartados no lixo classificado como perigoso pela possibilidade de estar infectado, mas nas residências e comércios comuns não existe a coleta de materiais infectados. Dessa forma, o equipamento usado deve ser colocado dentro de um saco plástico e descartado junto com o lixo de banheiro para não correr o risco de ser manuseado por coletores de materiais recicláveis.

Vamos falar mais sobre esse assunto?

Plano de gerenciamento de resíduos

O descarte de resíduos deve ser planejado para não causar nenhum problema ao meio ambiente e nem proliferar doenças. Segundo a ABNT NBR 10.004/2004, os resíduos sólidos são classificados com:

  • Classe I – Perigosos;
  • Classe II – Não perigosos;
    • resíduos classe II A – Não inertes,
    • resíduos classe II B – Inertes.

Resíduos classe I – Perigosos

Inflamabilidade: são aqueles que possuem capacidade de produzir fogo, queimando vigorosamente e de forma persistente, ser oxidante podendo estimular a combustão, ser gás comprimido inflamável etc.

Corrosividade: possuem capacidade de produzir líquido que corrói aço.

Reatividade: resíduos que reagem com outros, cuja mistura produz gases, vapores, fumos tóxicos etc; ou que a reação seja explosiva ou explosiva.

Toxidade: possui uma ou mais substâncias tóxicas ou se sua deterioração produz produto tóxico, que cause danos ao ambiente.

Patogenicidade: se a amostra representativa, segundo a ABNT NBR 10007, contiver micro-organismos patogênicos, proteínas virais, ácido desoxirribonucléico (ADN), organismos geneticamente modificados etc.

Resíduos classe II – Não Perigosos

Resíduos classe II A – Não Inertes

São solúveis em água e podem ser biodegradáveis ou combustíveis.

Resíduos classe II B – Inertes

São os que não contém constituintes solubilizados a concentrações superiores aos padrões de potabilidade de água.

A Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010 determina que é sujeito a elaborar Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos:

  • geradores de resíduos sólidos;
  • estabelecimentos comerciais e de prestação de serviços que produzem resíduos perigosos; ou mesmo que não sejam perigosos não sejam considerados resíduos domiciliares;
  • empresas da construção civil;
  • responsáveis por atividades agrossilvopastoris.

Como descartar os EPIs?

Os EPIs utilizados que se enquadrem na Classe I: Perigosos devem ser incinerados ou serem enviados para coprocessamento. As luvas entram nessa classe, bem como as Máscaras descartáveis. Se não forem adequadamente descartados podem prejudicar a saúde da população e o próprio meio ambiente.

Já os EPIs que usados sejam considerados resíduos Classe II são destinados a aterros. Se não houver nenhuma contaminação, o lixo comum pode ser seu destino.

Resíduos Classe II: Não Perigosos — Normalmente enviados para aterros.

Já esclarecemos no início do post que a pandemia causada pelo Coronavírus obrigou a população a utilizar máscaras para sair às ruas. Nas residências, não há programa de descarte de resíduos, mas existe uma forma de se desfazer dos equipamentos sem disseminar o vírus. As máscaras descartáveis não devem ser reaproveitadas e não devem ser eliminadas junto com recicláveis, restos de alimento ou lixo comum. Armazene esses equipamentos em sacos transparentes, de preferência, e os deposite no lixo do banheiro.

O Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos deve ser realizado obedecendo a norma e a lei citadas, bem como normas específicas de acordo com a classificação de resíduos resultantes de cada atividade, por exemplo, a ABNT NBR 12808 que classifica os resíduos de serviços de saúde; a ABNT NBR 10007:2004 fixa requisitos de amostragem de resíduos sólidos etc.

Além do descarte correto, uma atitude responsável é adquirir equipamentos com Certificado de Aprovação e de procedência confiável. Empresas éticas produzem EPIs a partir de matérias-primas que ao serem descartadas não são tão nocivas ao meio ambiente e à saúde das pessoas. Por isso, obtenha equipamentos de empresas que você realmente confia. Nós distribuímos dispositivos de companhias que têm nossa confiança, como as Máscaras 3M e Respiradores 3M. Entre em contato e fale conosco para obter mais informações.

Esse conteúdo esclareceu suas dúvidas? Gostou de saber como deve ser realizado o descarte de EPIs? Deseja acrescentar alguma informação ou fazer comentários? Fique à vontade, gostaríamos de ouvi-lo.

 

Até mais!

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