Epis

Cinto Paraquedista e o pós-queda.

O Cinto Paraquedista é um dispositivo de proteção contra quedas de altura que deve ser combinado a outros equipamentos, assim juntos promoverão eficácia para prevenção de queda.

Em outro post expusemos que a NR-35 considera Trabalho em Altura toda atividade executada acima de 2 metros do nível inferior e, portanto, requer a utilização de EPIs condizentes com o trabalho que será realizado.

O uso do Cinto Paraquedista deve evitar queda, porém você sabe o que acontece depois de uma queda? Saiba agora mesmo.

Síndrome da Suspensão Inerte.

Desde que esteja corretamente preso ao corpo do trabalhador, o Cinto de Segurança tipo Paraquedista não permitirá a queda ao solo, portanto, ele ficará suspenso caso sofra queda da altura em que esteja trabalhando.

A suspensão prolongada ocasiona o represamento de sangue dos membros inferiores presos pelas fitas do cinto, o que causa no sistema circulatório uma compressão da passagem do sangue por veias e artérias.

Rapidamente a frequência cardíaca aumenta, o estrangulamento provoca edemas e há a liberação de toxinas, que podem gerar trombose venosa, embolia pulmonar, entre outros problemas.

A Síndrome da Suspensão Inerte acontece porque os membros inferiores não conseguem ter contato com o solo para executar alguma atividade e isso faz como não haja reflexo.

Sintomas da Síndrome da Suspensão Inerte.

Antes do indivíduo entrar em síncope, o corpo manifesta os seguintes sintomas:

  • náusea;
  • sensação de desmaio;
  • ondas de calor;
  • inconsciência;
  • zumbido nos ouvidos;
  • sudorese;
  • perda de visão;
  • dormência das extremidades etc.

Como realizar o resgate?

O resgate deve ser realizado o mais rápido possível, por esse motivo, antes de um trabalhador executar qualquer atividade em altura é preciso que exista um planejamento eficiente.

Equipamentos de proteção para altura devem ser corretamente dimensionados quanto a peso e altura de quem o utilizará. Os trabalhadores devem estar devidamente treinados para que saibam se paramentar sem correr nenhum risco. Se todas as precauções forem tomadas e ainda acontecer um acidente, se a vítima estiver consciente, é essencial manter contato para observar sinais de progressão da Síndrome, além de mantê-la calma.

Quando a vítima está inconsciente é necessário uma avaliação mais cuidadosa, visto que o retorno sanguíneo intenso pode ser prejudicial, há ainda risco de broncoaspiração, parada cardiorrespiratória etc.

De qualquer forma, o resgate deve:

  • ser imediato;
  • contar com equipe treinada em técnicas de progressão em corda;
  • ter pessoal com experiência em ancoragem em parede;
  • ter instrumentos para realizar o corte do cinto;
  • deitar a vítima de barriga para cima (decúbito dorsal);
  • acionar serviço especializado em medicina para fazer os demais procedimentos de salvamento.

As técnicas aqui informadas são básicas e não substituem em hipótese nenhuma o trabalho de médicos, bombeiros e outros profissionais capacitados para realizar o resgate. Por isso, aproveitamos para reforçar que você só deve adquirir EPIs de empresas de sua confiança, as quais distribuam equipamentos de alta qualidade e que assegurem a eficiência dos produtos.

Vale esclarecer.

Este post mostra os riscos que o trabalhador está propenso em caso de acidente, mesmo que esteja usando os equipamentos de segurança. A demora em ser resgatado pode ocasionar a morte. Infelizmente, alguns casos levam ao falecimento em um período muito rápido entre 5 e 10 minutos de suspensão. Manobras de resgate também são essenciais para preservar a vida.

Deixamos claro que, por enquanto, nenhum Cinto Paraquedista possui um sistema que interrompa a Síndrome da Suspensão Inerte. Fale conosco para mais informações ou para sanar dúvidas. Deixe um comentário, pois adoraríamos saber o que você pensa sobre esse assunto.

Até o próximo blog post.

Dimensional | A Sonepar Company

Comentários